Florestas Plantadas: como controlar pragas desfolhadoras em período seco
O cultivo de Florestas Plantadas é o de melhor estabilidade ambiental, por favorecer a manutenção da vegetação nativa e da fauna diversificada. Entretanto, surtos de insetos-praga podem reduzir a produtividade esperada, sendo necessário efetivo controle!

A floresta é uma comunidade organizada, na qual a complexidade estrutural e a diversidade de espécies vegetais propiciam uma gama de nichos. A dinâmica existente é resultante das interações entre animais, plantas, organismos e fatores abióticos. Cultivos florestais, como Eucalipto e Pinus, também possuem tais interações, apesar de serem ecossistemas mais simples.
Neste contexto, um inseto torna-se praga quando interfere ou altera o uso pretendido de uma árvore, plantio ou produto. A relação entre o uso destinado do cultivo, injúrias provocadas e severidade de ataque é o que irá determinar o nível de dano econômico e a estratégia de controle da praga.
De 2018 a 2020, houve um aumento significativo da área atacada por pragas, sendo, em média, de 30% da superfície plantada, com destaque aos agentes: psilídeo-de-concha, percevejo-bronzeado e lagarta-desfolhadora.
Lagartas-desfolhadoras: uma das pragas de maior impacto na Produtividade de Florestas Plantadas
Vale ressaltar que o surto de insetos desfolhadores afeta não só a produtividade de madeira (m³.ha-1) como também a sua qualidade. Em cultivos destinados a produtos sólidos, observa-se dificuldades na secagem e empenamentos, a degradação de fibras atacadas nas culturas destinadas à polpa celulósica e o aumento do teor de cinzas nas destinadas à energia.
As lagartas destacam-se dos demais desfolhadores pela voracidade e danos gerados. Os surtos ocorrem, preferencialmente, nos períodos mais secos do ano e em plantios de idade mais avançada. Tal hábito tem exceções, pois a espécie Psorocampa denticulata também se prolifera nos períodos chuvosos.
Dentre as espécies de ocorrência em Cultivos Florestais, destacam-se
- Eupseudosoma aberrans e Eupseudosoma involuta (Lepidoptera: Arctiidae);
- Euselasia eucerus (Lepidoptera: Riodinidae) ;
- Psorocampa denticulata (Lepidoptera: Notodontidae);
- Sarsina violascens (Lepidoptera: Lymantriidae);
- Thyrinteina arnobia (Lepidoptera: Geometridae).
A Thyrinteina arnobia, comumente chamada de lagarta parda, é considerada o principal desfolhador de Eucalipto no Brasil, sendo citada desde 1848 em dezenas de surtos e em diferentes regiões, como Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Sul, São Paulo e Santa Catarina. O adulto é uma mariposa, distinguindo-se pela coloração e tamanho.
A fêmea (35 a 49 mm) possui asas de coloração branca, com pontuações negras esparsas. O macho é menor, com coloração castanha, variável nas asas anteriores. A postura é efetuada ao redor dos ramos finos, sendo os ovos verdes-acinzentados, escurecendo progressivamente até a eclosão das lagartas.
Em média, as fêmeas de Thyrinteina arnobia ovipositam 752 ovos, com período embrionário de 10 dias. A lagarta passa por 6 instares, com duração média de 27 dias. Quando recém-emergida (2 a 3 mm de comprimento), apresenta coloração preta, tornando-se castanho-escura ao atingir os últimos instares (50 mm de comprimento).
O ataque das lagartas é voraz, tanto em plantios novos quanto velhos, seguindo da base para o ápice da copa das árvores, e das margens para o interior dos talhões. Nota-se, no entanto, que o mesmo só é percebido quando a maioria das lagartas já atingiu os últimos instares de desenvolvimento, devido ao súbito aumento do desfolhamento e pelo ruído da queda de suas fezes.
O manejo de Thyrinteina arnobia envolve diferentes estratégias, como a utilização de químicos e biológicos (criação massal de predadores e parasitóides, por exemplo). Contudo, tais métodos devem ser eficientes na contenção de surtos, uma vez que a lagarta tem alto potencial reprodutivo e curto período de desenvolvimento embrionário.
Dessa forma, recomenda-se o monitoramento (amostragem de adultos e lagartas; pesagem de excrementos, por exemplo) para auxiliar na tomada da decisão mais efetiva e no controle populacional da praga.
Confira no Infográfico abaixo as fases de desenvolvimento da lagarta Thyrinteina arnobia:
Ciente dos prejuízos que a infestação de lagartas desfolhadoras como Thyrinteina arnobia pode ocasionar à produção de cultivos, a Syngenta apresenta Match®.
Match EC®: Inseticida eficaz no controle de lagartas desfolhadoras
Match EC® é um inseticida fisiológico que atua como regulador de crescimento dos lepidópteros, por inibir a síntese de quitina e, consequentemente, a formação de novas cutículas e ovos recém postos. Possui ação de contato e, predominantemente, de ingestão.
Um dos grandes diferenciais de Match EC® é sua ação em todas as fases de desenvolvimento da lagarta-desfolhadora no Eucalipto. Em fêmeas adultas, têm efeito transovariano, o que reduz a produção e viabilidade dos ovos.
Em lagartas, atua na troca de ecdise, impedindo a mudança de fase. O produto apresenta rápida absorção pelas folhas (ação translaminar) e flexibilidade de aplicação, frente às condições climáticas.
Demais benefícios de Match EC®:
- Seletividade a inimigos naturais e baixa toxicidade a mamíferos;
- Dose até 50% menor em comparação às principais soluções utilizadas, proporcionando ganho ecológico;
- Custo-benefício melhor em relação à aplicação, em comparação a outros padrões de mercado;
- Ação translaminar nas folhas: o produto atinge a face inferior, alcançando locais que a pulverização não atinge diretamente.
Match EC® pode ser empregado como importante ferramenta no manejo de resistência, uma vez que atua sobre ovos, lagartas e adultos de Thyrinteina arnobia. Portanto, uma solução de rápido resultado no controle.
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