Cupins: entenda como manejar essa praga em culturas florestais
Essa ameaça pode comprometer o desenvolvimento inicial de mudas de cultivos florestais. Conheça todas as características dessa praga e quais as estratégias de controle para obter plantas mais vigorosas!

Em florestas naturais, os cupins são insetos benéficos, contribuindo com a decomposição da matéria orgânica, ciclagem de nutrientes, aeração e drenagem do solo. Contudo, em florestas tropicais, que utilizam espécies exóticas, o cupim gera danos significativos, sendo um fator limitante na implementação de florestas comerciais.
Os cupins são insetos sociais polimórficos, que vivem em colônias, utilizando-se de produtos de origem vegetal (madeira e papel) e animal (couro e lã) para a sua alimentação. De acordo com o habitat, são divididos em cupins de solo (de montículo, arborícolas e semiarboricolas) e os que vivem na madeira.
Na preparação do solo para o plantio de cultivos florestais, é feita a limpeza da área, privando os cupins de sua alimentação (“litter”), pelo menos no primeiro ano. Os insetos, na busca de novas alternativas de alimentos, atacam as mudas. Mesmo que os danos não atinjam grandes proporções, se faz necessário o replantio, com a possível desuniformidade futura.
Características dos cupins em Florestas Plantadas
Os cupins atacam plantas novas e as danificam pelo descortiçamento do pião, causando danos às raízes finas, ocasionando o murchamento e a seca das folhas. Desde 1908, há registros desses insetos na silvicultura brasileira. Existem mais de 200 espécies catalogadas no país, sendo dois gêneros mais agressivos: Cornitermes e Syntermes, também conhecidos como cupins de mudas.
Cornitermes (C. cumulans e C. bequaerti): os cupins-de-montículo atacam mudas de eucalipto e destroem o sistema radicular do vegetal com idades entre 1 a 6 meses, podendo levar à morte da planta.

Cornitermes bequaerti e os danos às raízes do eucalipto
Fonte: Carlos F. Wilken | Unesp Botucatu
Syntermes (S. molestus e S. insidians): essas espécies atacam plantas com idade entre 1 a 10 meses, em áreas de cerrado, e alimentam-se das raízes e da casca das mudas de eucalipto. São consideradas pragas de difícil controle por serem de rápida dispersão e promoverem um ataque severo à cultura.

Syntermes molestus
No caso das condições de solo serem favoráveis, as mudas podem resistir aos ataques severos dos cupins, formando calos que irão originar um novo sistema radicular acima do destruído e/ou gerar uma nova brotação para formar uma nova parte aérea.
No entanto, as árvores não terão a sustentação adequada e o sistema radicular será deficiente, devido ao desenvolvimento inicial tardio, causando perdas expressivas na produtividade de madeira.

murchamento e secamento de mudas de eucalipto
Fonte: Carlos F. Wilken | Unesp Botucatu
Para se ter uma ideia dos prejuízos causados por cupins em plantações de eucalipto, a produtividade de uma área de 40 m3/ha/ano, ou seja, de 240 m3/ha na idade de corte (6 anos). Supondo um dano médio de 10% de mortalidade por cupins, teria-se a perda de 24 m3/ha ou 133 árvores/ha, o equivalente a 1.333 mudas/ha ou espaçamento 3 x 2,5 m.
Cupins e a formação de colônias
As colônias de cupins podem ser formadas no início do período de chuvas, com o surgimento de reprodutores alados ou a partir do isolamento de indivíduos de uma colônia grande já existente.
Na primeira formação, o casal de adultos alados revoa em dias de alta umidade. Ao caírem no solo, perdem as suas asas, para assim copular pela primeira vez. Após a união do casal real, inicia-se a escavação do primeiro cupinzeiro, onde são colocadas as posturas.
A partir daí, aparecem as primeiras formas jovens, que se desenvolvem até o estágio ninfal, momento em que vão se diferenciando e exercendo suas funções, com exceção da procriação, até a formação da colônia completa, que pode chegar a milhões de indivíduos. Vale ressaltar que a rainha pode viver por até 10 anos, e as rainhas de substituição, por 25 anos.
Na segunda formação, a nova colônia é originada de uma colônia adulta danificada, seja por animais, seja pela ação do homem. Os reis e rainhas em substituição, nesse caso, formam uma nova colônia, multiplicando o número de cupins. Por isso, destruir um cupinzeiro nem sempre é a melhor alternativa de controle da praga.
Confira quais são as estratégias necessárias para obter o controle de cupins no cultivo de eucalipto.
Boas práticas de manejo para controle de cupins
Para que os cupins não prejudiquem o desenvolvimento dos cultivos florestais, algumas boas práticas são importantes, como o monitoramento constante de colônias, a destruição de galerias subterrâneas, o controle químico, o cultivo mínimo do solo, o uso de mudas vigorosas e sua imersão em solução inseticida antes do plantio.

Actara® para controle efetivo de cupins
Diante dos prejuízos causados por cupins em cultivos florestais, especialmente na fase inicial de desenvolvimento do eucalipto, a Syngenta desenvolveu o Actara®, inseticida indicado para aplicação na imersão de mudas.
Sua formulação à base de tiametoxam é eficiente no controle das pragas, com menor toxicidade às plantas e solubilidade adequada.
O inseticida atua no receptor nicotínico da acetilcolina de insetos, provocando estímulo constante da mensagem da acetilcolina no sistema nervoso. Dessa forma, gera impulsos nervosos que são transmitidos continuamente, levando à hiperexcitação do sistema nervoso e consequente morte das pragas.
Outros benefícios do produto, aplicado na imersão de mudas são:
- Flexibilidade de uso;
- Alta eficácia;
- Benefícios adicionais de vigor e produtividade;
- Solubilidade adequada;
- Segurança para o usuário e meio ambiente.
Além disso, Actara® apresenta efeito bioativador, promovendo o aumento no vigor e no desenvolvimento das plantas tratadas.
Veja nas imagens abaixo, o comparativo entre mudas, com aplicações diferentes de testemunha e Actara® (350 g/100L, 700 g/100L e 1.400 g/100L):

da esquerda para direita - testemunha, 350 g/100 L, 700 g/100L e 1.400 g/100L.
Não deixe que cupins e outras ameaças prejudiquem o desenvolvimento saudável das árvores. Conte com as soluções da Syngenta para culturas florestais.