Saiba como evitar a matocompetição em Culturas Florestais
A presença de plantas daninhas pode causar grandes prejuízos às plantações florestais. Portanto, é preciso adotar medidas que protejam o potencial produtivo do cultivo!

As plantas daninhas são um problema no cultivo de diversas culturas. Em Florestas Plantadas, essas invasoras impactam a produtividade da madeira, principalmente, no primeiro ano do desenvolvimento das árvores. A interferência causada pelas daninhas pode ser direta e/ou indireta.
Diretamente, há a matocompetição, na qual as plantas disputam recursos disponíveis no meio, como luz, água e nutrientes da solução do solo, além da alelopatia, na qual a substância produzida por algumas espécies pode inibir ou prejudicar o cultivo.
Indiretamente, podem servir como hospedeiras para pragas e doenças, bem como aumentar o risco de incêndios. Ademais, existe a dificuldade de controle e/ou resistência, associados ao rápido crescimento e reprodução.
Dessa maneira, conhecer as principais daninhas, suas características e período de interferência no cultivo possibilita a escolha de melhores estratégias e ferramentas de controle.
Principais Plantas Daninhas em Florestas Plantadas
As plantas daninhas apresentam diferentes padrões de germinação e desenvolvimento, o que permite variados fluxos em campo. Portanto, conhecer e identificar corretamente as espécies, principalmente na fase inicial de crescimento (plântulas), auxilia no correto manejo e eficácia de controle.
Vale ressaltar que a comunidade infestante pode variar de acordo com: i. a localização geográfica da área; ii. o sistema de cultivo empregado; iii. a época de plantio e espécie/clone utilizado, devido a velocidade de desenvolvimento, sombreamento e inibição da germinação.
Dentre as espécies de plantas daninhas que podem comprometer a produtividade das plantações de Eucalipto e Pinus, as mais comuns são:
- Braquiária (Brachiaria decumbens): planta perene, ereta, de 30-100 cm de altura, utilizada como forrageira para produção de pastagens. Apresenta boa adaptação a solos de baixa fertilidade. Contudo, a elevada agressividade e difícil controle são fatores negativos causados às florestas plantadas. Reprodução por sementes, rizomas e estolões;
- Capim-amargoso (Digitaria insularis): planta perene, herbácea, ereta, de 50-100 cm de altura, formando pequenas touceiras. Apresenta alta capacidade de adaptação e reprodução, além de resistência à produtos químicos. Reprodução por sementes e rizomas.
- Capim-colonião (Panicum maximum): planta perene, robusta, ereta, de 1-2 m de altura, formando grandes touceiras. Apresenta colmos com densa pilosidade nos nós. Maior ocorrência em regiões de solo seco e fértil. Reprodução por sementes e rizomas.
- Guanxuma (Sida rhombifolia): planta anual ou perene, ereta, de caule fibroso, de 30-80 cm de altura. Apresenta folhas estipuladas (forma de escama), com a face inferior mais clara. Altamente competitiva, de rápida infestação, com raízes profundas e que restringe o crescimento das demais plantas. Reprodução por sementes.
Veja no infográfico abaixo as principais espécies de daninhas, de ocorrência no cultivo de florestas:
Controle Pré e Pós-Emergente em Florestas Plantadas
O controle químico de daninhas só é efetivo se o herbicida penetrar na semente e/ou na planta, sendo transportado e atingindo o sítio de ação, no qual irá atuar. Portanto, o conhecimento sobre o produto e a fisiologia das plantas é relevante, associados a tecnologia de aplicação, como diâmetro e deposição das gotas, características proporcionadas pelo equipamento utilizado na pulverização.
Os herbicidas podem ser classificados quanto à seletividade, época de aplicação (pré e pós-emergência), espectro de ação (graminicidas, latifolicidas e ação total) e mecanismos de ação. Quanto à época, aplicações de pré-emergência tem como alvo o solo (sementes); e de pós-emergência, a planta daninha.
O manejo em pré-emergência, após a dessecação da área, propicia condições mais adequadas à adaptabilidade e ao desenvolvimento das mudas pós-plantio, por ampliar o período sem a presença de daninhas (“área limpa”), além de reduzir a necessidade de aplicações adicionais em pós-emergência.
A Syngenta, ciente dos impactos gerados na produtividade de cultivos, pela presença e tempo de interferência de plantas daninhas, desenvolveu dois herbicidas de alta eficácia, para o manejo em Florestas Plantadas. Confira:
Sequence®
Exclusivo herbicida, pré e pós-emergente, não seletivo, de ação sistêmica. A mistura de ativos (Glifosato + S-metolacloro) possibilita o controle de plantas daninhas e longo efeito residual em plantações de Eucalipto e Pinus.
Demais benefícios do Sequence®:
- Maior espectro de controle;
- Manejo de resistência e de espécies daninhas de difícil controle;
- Redução de erros no preparo de calda e aplicação.
Herbicida pós-emergente, não seletivo, de ação sistêmica, indicado para a dessecação e o controle de plantas daninhas na entrelinha do plantio. Sua alta performance, advinda da formulação à base de Sal Potássico, promove maior absorção do ingrediente ativo pelas plantas, sendo mais eficaz no controle de matocompetição.
As soluções Syngenta para o Cultivo de Floresta auxiliam na proteção e sanidade das árvores, favorecendo a expressão do seu potencial produtivo!
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