Plantas daninhas: por que controlá-las em culturas florestais?
A matocompetição reduz a absorção de água e nutrientes da solução pelo solo, prejudicando o potencial produtivo de Florestas Plantadas. O manejo adequado das daninhas é, portanto, essencial!

No Brasil, a área de florestas plantadas corresponde a 9,6 milhões de hectares, sendo de eucalipto, pinus e demais espécies (acácia, araucária, teca e paricá). A produção é destinada a diferentes segmentos, como celulose, carvão vegetal, painéis e sólidos de madeira.
Desse montante, 7,5 milhões de hectares são de plantações de eucalipto (78%), devido à adaptabilidade a diferentes condições edafoclimáticas e alta produtividade em ciclos de curta rotação (36,8 m³.ha-1).
Todavia, para garantir e/ou ampliar o rendimento florestal, além da escolha de espécies/clones, se faz necessária a adoção de práticas silviculturais, como fertilização mineral, espaçamento de plantio, controle de pragas e plantas daninhas.
No cultivo do eucalipto, a presença de plantas daninhas provoca inúmeros distúrbios ecológicos, o que pode afetar o volume de madeira produzido e sua qualidade, devido à redução de características como altura, diâmetro de colo e massa seca. Mudas e árvores jovens são mais sensíveis à competição, principalmente no transplantio e fase inicial de desenvolvimento.
Portanto, conhecer as espécies daninhas e sua fisiologia propicia a escolha do manejo e de produtos mais adequados, favorecendo a eficiência de controle.
Importância do controle de plantas daninhas em culturas florestais
A capacidade competitiva de uma espécie pode ser determinada por características como velocidade de crescimento ou desenvolvimento, superfície fotossintética das folhas, profundidade e extensão de raízes, tolerância à adversidades climáticas, capacidade de produção de sementes e sua dispersão. Dessa forma, plantas daninhas têm maior capacidade competitiva, pois mantêm tais características, o que difere das plantas cultivadas que passaram por processos de melhoramento genético (“domesticação”).
Ademais, a interferência causada por sua presença pode ser direta (matocompetição e alelopatia) e/ou indireta (risco de incêndios florestais, servir como hospedeira de pragas e patógenos), o que reflete na produtividade do cultivo.
Apesar do eucalipto apresentar rápido crescimento inicial e adaptabilidade às condições de campo, é uma espécie que apresenta sensibilidade à coexistência com plantas daninhas, principalmente na fase de transplantio até os 12 meses de idade. A competição ocorre, particularmente, entre espécies de rápido crescimento e capacidade de colonização, como gramíneas.
De modo geral, espécies anuais, como Urochloa decumbens (capim-braquiária) e Panicum maximum Jacq. (capim-colonião), são mais prejudiciais nesta fase. Como exemplo, tem-se a redução do crescimento de mudas de Eucalyptus grandis, ao coexistirem por 90 dias com plantas de Urochloa decumbens.
A densidade de 4 plantas por m² foi suficiente para ocasionar perdas na ordem de 55% da massa seca do caule e 63% da área foliar do cultivo. A mesma densidade de Panicum maximum (190 dias) foi suficiente para ocasionar perdas na ordem de 31% da massa seca do caule e 17% da área foliar.
Normalmente, em áreas de cultivo de eucalipto, espécies daninhas são encontradas no preparo do solo para o plantio e na falta de manejo adequado, até a colheita. O gênero Brachiaria é composto por diferentes espécies, sendo introduzidas no Brasil nas décadas de 1950 e 60, como forrageiras para formação de pastagens.
Originária da África, a braquiária tem sido amplamente disseminada nos trópicos, devido à excelente adaptação a solos de baixa fertilidade, fácil estabelecimento e considerável produção de biomassa durante o ano.
No entanto, a elevada agressividade e o difícil controle contribuem para que tais gramíneas sejam consideradas espécies daninhas em plantações florestais.
Veja no infográfico abaixo as principais características e curiosidades sobre a Braquiária:
Controle químico no manejo de planta daninhas
O manejo de plantas daninhas em florestas plantadas é realizado pelo emprego de métodos mecânicos e químicos, isolados ou combinados. Para que esse manejo seja eficaz, é necessário determinar o período, a partir do transplante, do qual o cultivo possa coexistir com a daninha, sem que o seu crescimento e potencial produtivo sejam prejudicados.
Dentre os métodos de controle, o químico é o mais empregado, sendo realizado de duas a cinco aplicações entre os períodos pré e pós-emergentes, no primeiro ano do cultivo do eucalipto. Em alguns casos, o controle se estende até o fim do ciclo de produção para facilitar a colheita.
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Outras vantagens de Fusilade® em Culturas Florestais são:
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